Marca >
EURODRIVE O guia Eurodrive
Lisboa, cidade de luz dourada.
Banhada por uma célebre luz dourada, Lisboa derrama-se por sete colinas sobre o Tejo, entre fachadas em tons pastel, elétricos a chocalhar e o som comovente do fado. Ao aterrar aqui, as praias, os palácios e a costa de surf do centro de Portugal ficam ao seu alcance. Eis como começar a sua aventura.
Atestar perto do aeroporto. Se não contratou a opção de depósito cheio na entrega, pode atestar mesmo ali ao lado — não há qualquer obrigação de devolver o carro com o depósito cheio. A estação mais próxima é o BP da nova rotunda do aeroporto, na Avenida de Berlim, aberto 24 horas e a menos de um quilómetro do centro de entrega. O Galp da Avenida Marechal Craveiro Lopes, também 24 horas, é uma prática segunda opção. O self-service é o mais simples — guarde o talão.
Chegar ao centro. O centro de entrega fica em Moscavide, mesmo ao lado do aeroporto de Lisboa, um dos mais próximos de um centro de cidade em toda a Europa: de carro, chega ao coração da capital em poucos minutos. Prefere deixar o carro? O metro (linha vermelha) chega à baixa em cerca de vinte minutos. Em qualquer caso, as colinas e as ruelas antigas de Lisboa pedem alguma paciência ao volante.
Onde passar a primeira noite. A Baixa, a Alfama e o Chiado são centrais e cheios de carácter — prepare-se para subidas íngremes e para a calçada, aquelas pedras escorregadias tão típicas; a Avenida da Liberdade e o Príncipe Real, mais tranquilos, são também ótimas bases.
O seu veículo. O seu Renault novo espera-o no centro de entrega de Moscavide, a dois passos do aeroporto de Lisboa, com a fórmula de trânsito temporário — de chave na mão para seguir rumo a Sintra e ao Atlântico.
A Torre de Belém.
O elétrico 28 e a Alfama. O famoso elétrico amarelo sobe e serpenteia pela Alfama e pela Graça, o bairro mais antigo da cidade: um labirinto medieval de ruelas em escada, roupa estendida entre as janelas e fado a sair de uma porta entreaberta. Pare nos miradouros de Santa Luzia e das Portas do Sol para a vista sobre os telhados e o Tejo.
O Castelo de São Jorge. No alto da colina, a antiga fortaleza mourisca domina toda a cidade: do adarve, o panorama abrange a Baixa, o rio e a Ponte 25 de Abril — o postal por excelência de Lisboa, a mesma fotografia que abre esta página.
A Baixa e o Chiado. Reconstruída em quadrícula após o terramoto de 1755, a Baixa pombalina abre-se para a majestosa Praça do Comércio, à beira-rio, atravessada pelo Arco da Rua Augusta. Suba no Elevador de Santa Justa e passeie pelo Chiado, entre o café A Brasileira e a livraria Bertrand, a mais antiga do mundo ainda em atividade.
Belém. A oeste, junto ao rio, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém — joias manuelinas classificadas pela UNESCO — evocam a epopeia dos Descobrimentos; o Padrão dos Descobrimentos e o museu de arte MAAT completam o passeio. Não parta sem um pastel de Belém morno, acabado de sair do forno mesmo ao lado.
Os palácios de Sintra, a 40 minutos a oeste.
O pastel de nata. Este pequeno bolo de creme na sua massa folhada estaladiça e caramelizada é o emblema doce de Portugal: prove o original nos Pastéis de Belém, de receita secreta desde 1837, ou a versão dourada da Manteigaria, no Chiado — morno e polvilhado com canela, é um ritual.
Os mercados. No Cais do Sodré, o Time Out Market (Mercado da Ribeira) reúne sob o mesmo teto as melhores cozinhas da cidade, do chef com estrela ao pequeno produtor. Mais tranquilo e mais local, o Mercado de Campo de Ourique convida a almoçar ao balcão.
À mesa. Diz-se que o bacalhau tem mil e uma maneiras de se preparar — à Brás, à Gomes de Sá; no verão, as sardinhas assadas perfumam as ruelas, sobretudo durante as festas de Santo António; ao almoço, coma uma bifana, a sandes de porco marinado, ao balcão de uma tasca.
Para beber. A caminho, ofereça-se uma ginjinha, o licor de ginja servido num copinho de chocolate, perto do Rossio; à mesa, um vinho verde fresco ou um tinto da península de Setúbal acompanham na perfeição a cozinha lisboeta.
Um pastel de nata morno.
A oeste, os palácios românticos de Sintra, no meio de colinas verdes e enevoadas, ficam a apenas quarenta minutos — incontornáveis. Continue até ao Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa continental, e depois às praias de surf de Cascais e do Guincho. A sul, atravessando a Ponte 25 de Abril, o grande Cristo Rei vela sobre o rio, os areais da Costa da Caparica estendem-se por quilómetros e os vinhedos da península de Setúbal, ao pé da Serra da Arrábida, ficam a menos de uma hora.
O circuito perfeito do primeiro dia. Saia de Lisboa em direção a Sintra para ver o Palácio da Pena e a Quinta da Regaleira; siga até ao Cabo da Roca para sentir o Atlântico frente às falésias; desça para jantar em Cascais e regresse pela estrada da costa (a Marginal): cerca de 100 km que condensam serra, oceano e vilegiatura num só dia.
Com mais de 280 dias de sol por ano, Lisboa visita-se o ano inteiro. A primavera (abril-junho) e o outono (setembro-outubro) são ideais: calor ameno, luz límpida sobre as fachadas em tons pastel e afluência moderada. O verão é quente e seco (muitas vezes acima dos 30 °C), refrescado pela brisa atlântica da tarde; é também a época das festas de Lisboa, com o Santo António a 12 e 13 de junho, quando a Alfama dança e assa sardinhas toda a noite. O inverno é ameno (muitas vezes 15 °C de dia), mas traz alguns aguaceiros vindos do oceano — leve um impermeável no saco. Aqui não há que preocupar-se com o inverno: é uma região costeira onde a neve é desconhecida e não é preciso qualquer equipamento especial.
Portagens: muitas autoestradas portuguesas têm portagem eletrónica, algumas sem qualquer barreira (apenas pórticos). No levantamento do carro, verifique se traz um identificador Via Verde; caso contrário, e com matrícula estrangeira, ative o serviço EASYToll (quiosques automáticos junto à fronteira) ou pague no prazo de cinco dias úteis num posto dos CTT ou num ponto Payshop, para evitar coimas.
Limites de velocidade: 120 km/h em autoestrada, 90 em estrada, 50 na cidade; taxa máxima de álcool de 0,5 g/l (0,2 para condutores recentes).
Combustível: «gasolina» é a gasolina (95/98), «gasóleo» é o gasóleo.
Conduzir na cidade: o centro histórico de Lisboa aplica uma zona de emissões reduzidas (ZER) que só restringe os veículos mais antigos; o seu Renault novo cumpre as normas atuais e circula livremente — não existe qualquer dístico a colocar como em França. Por fim, atenção à calçada, escorregadia com chuva, e nunca bloqueie os carris do elétrico.
Tempos indicativos de carro a partir do centro de entrega.
Lisboa: cidade de luz, colinas e Atlântico
Reservar o seu veículoFotos : Ingo Mehling (CC BY-SA 4.0) · Berthold Werner (CC BY-SA 4.0) · CEphoto, Uwe Aranas (CC BY-SA 3.0) · Dietmar Rabich (CC BY-SA 4.0) — Wikimedia Commons.